O HL7® FHIR é o mais novo padrão desenvolvido pela HL7® International para o âmbito da saúde. Pronuncia-se ‘Fire’, acrônimo para Fast Healthcare Interoperability Resources.

Na visão dos especialistas é o único padrão que tem chances de se tornar amplamente implementado e é sem dúvidas o padrão mais interessante da HL7®, desde os primórdios da V2.

O HL7® Versão 3 é uma tecnologia tecnicamente disruptiva porem as dificuldades de implementação e os altos investimentos em sua implementação o fizeram nascer morto. Pouquíssimas implementações da V3 ocorreram, sendo a V2 a versão dominante no mercado.

Prevendo após a ascensão, uma queda do HL7®, Barry Smith realizou debates junto ao setor de normas de saúde e convocou uma força-tarefa junto aos Work Group Meetings para criação de um novo padrão para interoperabilidade que consistisse em maior flexibilidade e facilidade de implementação, e através desta força-tarefa liderada por Grahame Grieve, foi criado o projeto para o FHIR.

Os Grupos de Trabalho do HL7® International são estruturados em domínios específicos para a saúde e é onde os players do mercado da saúde e demais interessados, interagem com objetivos de ajuda mútua, evolução e resolução de dificuldades de implementação do padrão ou mesmo para correções.

 

‘O FHIR é muito promissor, porém difícil de prever se será bem sucedido. Muitos esforços estão em curso com diversas ações para promoção, implementação e desenvolvimento para o FHIR.’

(Barry Smith)

 

O padrão HL7® FHIR tem um modelo granular e mais simples para troca de dados em saúde sem o rígido fluxo de trabalho do tradicional HL7® V3, aplicando uma abordagem simples em RESTful.

 

O FHIR dá grande ênfase aos Connectathons, que funcionam como laboratórios onde diferentes empresas, sistemas e/ou equipamentos médicos, atestam a conformidade e aderência ao padrão gerando assim experiências e referências para novas implementações.

O FHIR se concentra em cobrir 80% dos casos de uso comuns ao invés dos 20% de exceções (regra 80/20). Mais importante do que os fatores técnicos, o FHIR aborda necessidades reais de mercado como:

 

  • Aplicações de saúde móveis e em nuvem
  • Integração de dispositivos e equipamentos médicos
  • Fluxos de trabalho personalizados e mais flexíveis

 

O interessante sobre o FHIR é que este padrão será realmente útil e promoverá avanços em interoperabilidade para troca de informações entre sistemas díspares e equipamentos médicos.

  • Para os fornecedores representa uma oportunidade de oferecer mais valor aos seus clientes e construir novas formas de captação de receitas
  • Para os profissionais de saúde a agilidade na consulta de informações clínicas e administrativas do paciente através de um prontuário eletrônico longitudinal, elevará a qualidade e a segurança de todas as partes envolvidas no processo de atenção à saúde do indivíduo
  • Para os usuários finais oferece maior foco no paciente de forma a racionalizar e melhorar o atendimento, reduzir os custos do fluxo de assistência e engajar o paciente a um tratamento e medicações prescritas.

 

O FHIR é como o HL7® v2.x na medida em que tem potencial para resolver problemas e necessidades reais existentes no mercado da saúde. É esperado que ocorra um efeito-de-rede, assim como ocorrido com os outros padrões como TCP-IP, HTTP e outros padrões web. Essa deve ser a base para construção de um padrão de sucesso.

 

O FHIR pode ajudar a gerar receita e economizar dinheiro, sendo esta abordagem essencial para que um padrão seja amplamente adotado pelos players da saúde.