Q&A: Um guia para principiantes em FHIR

 

O interesse pelo emergente HL7 FHIR (Fast Healthcare Interoperability Resources) está crescendo como alternativa para um padrão moderno e de fácil implementação com objetivo de troca de informações de saúde.

E o que isso significará para os profissionais de saúde?

Aqui estão algumas das perguntas e respostas mais frequentes:

1. O que é FHIR?

FHIR (pronuncia-se “FIRE”) e é uma emergente especificação internacional que padroniza o intercâmbio de informações eletrônicas em saúde. Inicialmente patrocinado pelo Health Level Seven International (HL7) em 2011, o FHIR incorpora os melhores recursos de padrões previamente já desenvolvidos explorando recursos web.

2. Em que o FHIR difere de outros padrões de interoperabilidade?

A principal diferença entre o FHIR e os outros padrões é a simplicidade e flexibilidade.

A letra F (Fast) no FHIR – expressa a intenção de tornar este padrão mais rápido para aprender, desenvolver e implementar.

Essencialmente para cada aplicação FHIR é requerida uma abordagem em formato de recursos para o modelo de informação (por exemplo; Recurso Paciente, Medicação, Procedimento ou Imunização), que é mais granular do que nos outros padrões.

Os sistemas podem usar os Recursos FHIR para criar agrupamentos de conteúdo comumente usados ​, como listas e documentos. É um padrão muito flexível e permite implementações mais rápidas e fáceis.

O FHIR suporta quatro paradigmas de troca de informações baseado em REST, que é um estilo arquitetônico de software que forma a base para a internet (world wide web).

Esta abordagem alinha o desenvolvimento do FHIR á formas mais próxima de outros sistemas desenvolvimentos para Internet de forma geral e não específica para a saúde.

Esta flexibilidade do FHIR significa que funcionará em todo o espectro da atenção á saúde – desde um cirurgião ortopédico nos EUA, como para um pediatra no centro de Londres.


3. 
Qual é o atual status do FHIR?

O FHIR é atualmente um Projeto de Norma para Testes (DSTU2). O Office of the National Coordinator (ONC)- Gabinete do Coordenador Nacional (EUA), classifica o FHIR como um Projeto de Norma, com Maturidade de Implementação Piloto, de Baixa Adoção (menos de 20%), sendo um Padrão Aberto (sem custos) e sem uma ferramenta de testes para avaliação de conformidade, atualmente.

 

2016 – Interoperability Standards Advisory (Office of the National Coordinator for Health IT

Em 2016 o desenvolvimento da Maturidade de Implementação, Adoção e Testes foram aceleradas rapidamente através de projetos como Argonaut, clinFHIR e o smartFHIR sendo e a versão STU-3 disponibilizada em novembro. A versão normativa para o FHIR é esperada para 2017.

 

 

4. Qual é o papel do Projeto Argonaut no FHIR?

O Projeto Argonaut é constituído por um grupo de empresas voluntárias sendo estas, provedores de saúde, empresas de TI em Saúde e universidades, que trabalham em conjunto para testar a interoperabilidade das implementações e dos perfis do FHIR e acelerar o desenvolvimento de openAPI´s para maior agilidade na adoção do padrão.

Pense desta maneira: o FHIR define o que pode ser enviado, e o Argonaut define o que deve ser enviado.

Um dos pontos fortes do FHIR é que a comunidade em saúde está definindo como usá-lo e o que funciona melhor para ‘cobrir’ suas necessidades.

O projeto Argonaut em uma de suas fases manteve o foco em consulta a dados e documentos que dessem suporte aos requerimentos do U.S. Realm, principalmente nas definições do Common Clinical Data Set.

A segunda fase teve como foco a segurança na autenticação entre diferentes empresas.

Possíveis (mas não todos) stakeholders –  US Realm Authority

5. O que o HL7 Brasil está fazendo pelo FHIR?

O HL7 Brasil apoia o trabalho em andamento para o desenvolvimento deste novo padrão com participação no grupo de trabalho de testes do Projeto Argonaut, SMARTFHIR, clinFHIR nos Grupos de Trabalho HL7, utilizando e avaliando as ferramentas da FURORE, acompanhando os Connectathons, desenvolvendo um ambiente prático de aprendizagem e testes, mantendo contato com os core de desenvolvimento e dando ampla divulgação ás ações da comunidade.

O Instituto HL7 Brasil incentiva aos desenvolvedores que adotem o FHIR em seus projetos.

6. O que os profissionais de saúde devem fazer para se prepararem para o FHIR?

O FHIR é um problema de caráter técnico para as empresas de TI em Saúde, e está mais para como implementá-lo e testá-lo, por isso não exige ou existem medidas imediatas que os profissionais ou provedores de saúde precisem se preocupar ou fazer.

 

 

‘Precisamos iniciar um trabalho de harmonização dos requisitos do CMD ao FHIR, visando assim melhor interoperabilidade, permitindo que a informação clínica siga o paciente, criar os requisitos mínimos para certificação de API´s e sistemas interoperáveis. Fomentar uma nova cultura sobre os desenvolvedores para que estes permitam o acoplamento de aplicativos de terceiros expandido assim o potencial de uso destes sistemas em saúde, aprimorando a experiência dos profissionais de saúde e dos pacientes.

O FHIR é um padrão emocionante e que está sendo amplamente adotado e implementado pelos principais players da saúde ao redor do mundo’. (Paulo R. Rades, cpTICS)

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